Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos.

A Frase de Shakespeare me lembrou
sobre um componente geralmente observado em quadros depressivos: a Frustração.
Sentimento que ocorre a partir da não realização de expectativas que criamos a
todo o momento, são como acontecimentos do cotidiano que estilhaçam a fantasia
com o martelo da realidade.
O crescimento das redes sociais, a busca pelos ideais de beleza, bem-estar, felicidade, amor e sucesso tem sido cada vez mais compartilhada e replicada nessas redes de interação como artigos de necessidade. Está aí o risco que corremos: me refiro à tendência natural dos humanos em comparar-se uns aos outros, com as redes sociais, isso se tornou uma tarefa muito fácil e acessível.
A questão é que, em todas as redes, umas mais, outras menos, encontramos sempre o que “deu certo”, o que é belo, o que é feliz, o que proporciona status social. Falo sobre um cotidiano virtual repleto de fantasia, o que difere do Real da vida: do trabalho desgastante, das dificuldades, frustrações, tristezas, ou seja, “a vida sem filtros”.
Alimentados diariamente com o que os novos “influencers” divulgam, tendemos a pensar que nossa vida é um completo fracasso. Passamos a não aceitar que não atingimos determinado padrão e conceito social até certa idade, que não temos X carimbos em nossos passaportes, que não temos o nível hierárquico sonhado antes dos 30...
É relevante reconhecer nossos esforços e valorizarmos nossas conquistas. Sim, essas mesmas que são diferentes, mas não menos importantes.
William Sousa
CRP: 06/103810
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